| Terra Sem Lei |
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| 05-Fev-2010 | |
A Graça e a Paz de Deus! Gostaria de neste artigo refletir um pouco, não sobre a internet, mas sobre seu uso. Há uma teoria que carrego desde a minha adolescência: nunca o mal vem daquilo que se diz (ou da coisa em si), mas sempre pelo modo (maneiras de dizer) como se diz! É a partir deste ditado que procuro mostrar o uso indevido da internet. Lendo o jornal verifiquei que mais uma vez saia um escândalo, a partir da internet. Está virando moda! Outro dia foi um autor anônimo que infernizou um povoado falando o que havia de mais íntimo na vida daquele povo. Foi parar na justiça, o caso. Há também, o caso de tantas comunidades da interne que fomentam sentimentos contrários à cidadania, como o preconceito racial, a pedofilia e tantos outros. São artigos e textos que falam de infinitos assuntos e do mesmo assunto das formas mais variadas, e ainda pessoas, que não existindo no mundo real, têm uma vida virtual, abstrata, bem pertinente no orkut e no messenger, como se fosse vida real, mesmo. Certo! A internet é uma droga? Não! Respondo. E sabe por quê? Porque se olharmos a criação de Deus, como exemplo sublime de relação entre criador e criaturas, vemos que tudo que Ele criou era bom, e ainda mais, o homem e a mulher, eram muito bons! No entanto, olhe para aqueles que Deus disse serem muito bons! São os mesmo acionadores da bomba atômica, os mesmos assassinos do holocausto judeu na II Guerra Mundial, são os mesmos que matam, em nome de Deus, até hoje. O que quero argumentar aqui é que a criação de Deus é boa, mas ao ser entregue ao homem, este não soube usá-la com sabedoria, talvez com inteligência, mas não, definitivamente, não, com a sabedoria. Sendo assim, em escala proporcional, vemos as criações de grandes homens da História, criadas para bons fins, sendo usadas para destruição, para gerar a morte e para desafiar Deus. Do mesmo modo vejo a internet! Há quem diga várias coisas sobre os malefícios da internet, mas eu prefiro acreditar que o problema não está na internet. Isso mesmo! São oferecidas tantas coisas a nós e por isso temos obrigação de aceitar? Aceitamos todos os sons e visualizações que temos no decorrer do dia? A ciência explica que não! Somos seletivos, naturalmente. Por que então não selecionamos, com sabedoria, o que acessar. Lembremos de São Paulo: “Tudo posso, mas nem tudo me convém”. O mal está por aí, “rugindo como um leão a querer devorar” aqueles que dão o primeiro clic, fazendo uma comparação, claro! Mas este leão não pega aqueles que são sábios e que sabem usar aquilo que está ao seu alcance. Para mim, culpar a internet, uma rede inanimada de conhecimento, entretenimento e relações, por vários problemas, é de certa maneira, uma tentativa de fuga, de nossa culpa por sermos imaturos no uso das coisas. Pode até ser que essa “coisa” sem vida, passe a ter vida, mas ela, a internet, tem a vida que nós a damos. É preciso crescer o humano, é preciso amadurecer a mentalidade, os valores, a ética, e se assim não funcionar, será o jeito mesmo colocar a culpa naquilo que, já agora, leva a culpa pelos pecados do ser humano.
Michael Douglas
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