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Entre o Medo e a Coragem

09 de novembro de 2011
coragem, medo

A Graça e Paz de Deus!

Estava pensando na vida, na participação de Deus nela e as situações que esta mesma vida me impõe, por vezes de modo simples e agradável e por vezes dura e com muito penar... E então, volvendo minha mente e coração para o futuro, tive medo... Medo do desconhecido e medo do não iminente... Medo de ter medo e medo de ser um eu, diferente do eu que acredito que Deus queira para mim... O que é esse medo? É possível enfrentá-lo? É melhor controlá-lo? Ou será que ele é um aliado? Resolvi refletir sobre isso com vocês.

A primeira coisa foi descobrir que entre o medo e a coragem há um mundo inteiro... Eles são antônimos, ou seja, parece não poderem ser admitidos no mesmo indivíduo, ao mesmo tempo, sem parecer “esquisito”, “estranho”, ou até mesmo paradoxal. Queria pensar em uma união entre esses sentimentos... Ambos imbricados ao meu ser e me impelindo a um modo de vida que encontre um elemento médio dentro de mim... Que palavra estaria nesse mundo que fomentasse a necessidade de um ao outro, a saber, do medo à coragem e da coragem ao medo?

Acredito que sentindo medo tenho a motivação que preciso para sentir coragem... Acredito que meu medo é uma parte da coragem que num processo complementário se concretiza. Como sentir coragem, se o medo não foi um sentimento presente? Impossível...

Coragem, portanto não é não sentir medo; coragem é diante do medo, dar um passo... Coragem é diante da dúvida, dizer sim ou não, mesmo sem saber em que resultará minha posição e qual será o sentimento que se formará em mim... Coragem é arriscar-se, quando há riscos; é dar-se quando há possibilidade de perder-se...

É diante do temor, da inquietação e do receio que a intrepidez, a força moral e a firmeza de espírito surgem e transformam o indivíduo covarde em alguém destemido. Sem sombra de dúvidas, a coragem é um estágio avançado do medo e o medo é a semente originária e geradora da coragem...

Refletindo sobre qual palavra descreveria essa simbiose figurativa entre esses sentimentos e pensando na participação de Deus nessa experiência, escolhi uma palavra. Acredito antes de tudo que é a força Divina que proporciona vitalidade à semente medonha, tornando-a, pela participação de nosso livre-arbítrio, a árvore frondosa da coragem. Essa palavra não pode estar dissociada de Deus, portanto digo... A palavra intermediária, responsável pela união entre os contrários é a fé... A FÉ é a terra e a água que rega e cuida da semente tornando-o algo que o livre arbítrio possibilitará sê-lo. É a fé que transforma o medo, é a fé que dá vida a coragem... É a fé que delineia a passagem... É a fé que me faz acreditar que o medo é apenas o início de um processo que Deus me chama a viver em plenitude... A fé é quem me possibilitará ser eu mesmo diante de Deus e diante do mundo. Desejo o dom da fé a cada um de vocês e com ele a aceitação do medo para que este se transforme em coragem!

Comentários

Olá, Claudia

Risos... Que bom que, mesmo sem nos conhecermos, a graça de Deus opera de forma tão similar em nós! Que a coragem seja dobrada, então! Obrigado, Cláudia e que o Senhor nos abençoe com seus frutos e dons! Estou ansioso para ler a tua!!

15.11.2011

Oi Michael Douglas!

Confesso que tive uma grata surpresa qndo vi o título de sua nova coluna. Isso pq a minha próxima se aproxima mt de algumas quesões que vc aborda. O título dela é: "Aos medrosos de plantão". Por aí vc tira... Como dizem que nada é coincidência, tudo é providência, então bela providência! Por fim, parabéns pela coluna! Mt enriquecedora!

15.11.2011

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