Algumas coisas se tornam como que um ritual em nossas vidas. Lembro-me bem quando o saudoso Rubem Alves, meu autor preferido, referencia o ritual antropofágico que acontece quando lemos as palavras de um texto.
Quem lê saboreia a vida, a carne e a alma do escritor por meio das suas palavras. Esse ritual ocorre todas as vezes que ingere as palavras de alguém.
Todos nós temos rituais! O meu, por exemplo, resume-se ao ritual de conservação da minha louça da cozinha.
Retorno as minhas atividades como colunista do Anjos de Jesus postando um texto enviado a mim por um amigo:
Esse final de semana tive uma oportunidade interessante de contemplar a razão humana se confrontar com a beleza da fé religiosa. Trocando em miúdos, assisti uma das mais incríveis manifestações Católicas na cidade de João Pessoa: a passagem da Cruz Peregrina.
Eu não sei se você já se deparou com situações em que pensou assim: “Meu Deus, como é que eu vou resolver isso? Tô com medo! Me ajuda Senhor!” ou assim: “Meu Deus, que responsabilidade grande! Será que eu dou conta? Será que eu consigo?” ou ainda: “Meu Senhor, me deixe quietinha no meu canto, não me coloque à frente não!” e aí, apesar de tudo isso, o Senhor vai te confiando cada vez mais.
Estava pensando na vida, na participação de Deus nela e as situações que esta mesma vida me impõe, por vezes de modo simples e agradável e por vezes dura e com muito penar... E então, volvendo minha mente e coração para o futuro, tive medo... Medo do desconhecido e medo do não iminente... Medo de ter medo e medo de ser um eu, diferente do eu que acredito que Deus queira para mim... O que é esse medo? É possível enfrentá-lo? É melhor controlá-lo? Ou será que ele é um aliado? Resolvi refletir sobre isso com vocês.
Durante estes últimos dias, venho intensificando os meus momentos de adoração. Sempre com um grupo de intercessores, vivenciando várias experiências, entre elas a história do joio e do trigo. Vem tornando-se uma rotina a partilha do joio e do trigo. E quando o Senhor coloca em nossos corações a mesma passagem, quase em todos os momentos de oração, é porque a necessidade de abrir nossos olhos é urgente.
Recordo-me bem do tempo em que estava prestes a completar dezoito anos, e a maioria dos meus amigos sentiam-se contente por estarmos juntos caminhando para tirar as nossas Carteiras (Cartas) de Habilitação.
Quando o anjo do Senhor visitou Maria para lhe anunciar que ela tinha sido escolhida para ser a mãe do Salvador (cf Lc 1, 26ss), ele não lhe entregou um roteiro de como seria a vida dela. Maria ao dizer: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua palavra”, ainda não fazia ideia dos inúmeros desafios que teria que enfrentar.
Gostaria de entender o amor... Há os que me digam que é algo, exclusivamente, sentido; outros fazem com ele filmes, músicas, poemas e na grande maioria das vezes, alguns nunca amaram... O que é o amor? Posso fazer essa pergunta? Ou preciso buscar esse amor vivendo, apenas?
Fico encantado cada vez que reflito sobre as atitudes de Paulo e Silas, quando foram presos por terem libertado aquela moça (escrava) que tinha o espírito de Pitão, a qual, com as suas adivinhações, dava muito lucro a seus senhores (At 16, 16). Nada do que eles sofreram (perseguições, mentiras, açoites, etc…), após expulsarem este espírito em nome de Jesus, o fizeram negar a fé. Muito pelo contrário.